quarta-feira, 23 de novembro de 2011

PROGRAMAS EDUCATIVOS NA TV

Conteúdo pedagógico adequado à narrativa televisual e à fantasia,
para uma programação infantil divertida e inteligente

Acredita-se que grande parte das crianças e dos adolescentes brasileiros, por viver em famílias com renda per capita inferior a meio salário mínimo tem como fonte principal de divertimento e informação a programação gratuita das emissoras de televisão aberta. Agora qual o divertimento e aprendizado que os mesmos conseguem captar com a programação atual da rede de TV brasileira aberta?
O único canal no qual tenho conhecimento que sua programação e voltado ao aprendizado e desenvolvimento da criança e adolescente e a TV Cultura, no qual existem vários programas educativos, onde talvez o mais importante seja o Castelo Rá-Tim-Bum, onde se preocupa em atrair o público. Usa como entretenimento a ancestral atração humana pela narrativa, pelo gosto de contar histórias. Junto a esse mundo de fantasia traz ensinamentos de vida e o aporte da "temporalidade de longa duração" que se verifica nas novelas. Os programas alem de divertidos apontam vários quadros musicais, educativos e passatempos de bom gosto. Lembro que na minha infância gostava de acompanhar os experimentos realizados no quadro X-TUDO do programa Castelo Ra-tim-bum, e O Mundo de Beakman, nesses programas o x - tudo e o professor Beakman ensinavam experiências fáceis de fazer e que na maioria das vezes conseguíamos fazê-las em nossa própria casa, e talvez por não só fazer como mostrar o porque acontece e como acontece, me despertava mais atenção a cada programa assistido, alem de varias curiosidades mostradas no decorrer do programa.
Programas como esse voltado ao entretenimento e desenvolvimento da criança e adolescente, ajudam a despertar o interesse pela ciência, e então buscar alem do que se passa na TV em livros, revistas e em lugares que nos possam desenvolver seu conhecimento.
Visando somente a parte de entretenimento acho que todas emissoras conseguem, ou tentam fazer sua parte, dedicando algumas horas (preferência de baixa audiência) para passar um filme animado, ou um desenho sem graça e sem nenhum aproveitamento.
Não sei se e por falta de atitude do governo, pois pelas emissoras serem “particulares” elas passa talvez o que bem entenderem porem talvez se o governo fizesse a mesma coisa com suas propagandas políticas (“horário eleitoral gratuito”) assumisse um “horário cultural gratuito” já seria um pequeno passo para que nosso país formasse mais pensadores e formadores de opiniões do que talvez Maria vai com as outras, no sentido de achar o que fiz certo por ter visto aquilo na televisão.

Segue os vídeos das aberturas dos programas X – Tudo e O Mundo de Beckman para matar a saudade.




quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O que fazer no momento ócio?

Para quem sempre quer ficar antenado sobre os estudos das ciências pelo país e pelo mundo vale à pena conferir a pagina na internet do Instituto Ciência Hoje, mais eu não tenho internet! O que posso fazer? Não se preocupe a mesma pode ser adquirida também em exemplares de revista facilmente em banca de revista, também e possível ter assinatura da mesma e receber mensalmente seu exemplar. Mas afinal o que e o instituto ciência hoje?
O Instituto Ciência Hoje (ICH) é uma organização social de interesse público sem fins lucrativos vinculada à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). É responsável por projetos de divulgação científica, por meio de uma série de publicações: o ICH publica a revista Ciência Hoje desde 1982, a Ciência Hoje das Crianças desde 1986 e os livros da série Ciência Hoje na Escola desde 1996. Desde 1997, o Instituto mantém também um portal de divulgação científica na internet: a Ciência Hoje On-line.
A revista Ciência Hoje oferece um panorama completo da produção intelectual e tecnológica das universidades, institutos e centros de pesquisa nacionais e dos avanços da ciência internacional. Com projeto gráfico moderno e linguagem didática, a publicação se dirige à comunidade acadêmica, aos professores e estudantes de ensino médio e à sociedade em geral. Confira um artigo que resgata a historia da criação da revista, publicado por ocasião dos 20 anos dessa publicação, comemorados em 2002.
A revista Ciência Hoje das Crianças mostra ao público infantil que a ciência faz parte da vida de cada um e pode ser muito divertida. A revista estimula a curiosidade e a compreensão dos fenômenos do dia-a-dia, com a ajuda de ilustrações e experiências que podem ser realizadas pelas próprias crianças. É instrumento fundamental em sala de aula como fonte de pesquisa aos professores e de grande importância para os alunos na elaboração de deveres e projetos escolares. A publicação é adotada pelo MEC e distribuída para 107 mil escolas, como material de apoio paradidático.
A edição, publicação e distribuição das revistas Ciência Hoje e Ciência Hoje das Crianças são exclusivas do Instituto Ciência Hoje, conforme atestado da Associação Nacional dos Editores de Revistas (Aner).
A Ciência Hoje On-line é uma iniciativa pioneira de divulgação científica na internet brasileira. Além de disponibilizar parte do conteúdo das publicações do ICH, o portal publica notícias exclusivas atualizadas diariamente que oferecem ao leitor uma cobertura dinâmica da atualidade científica no Brasil e no mundo. Leia a apresentação das novidades da nova versão do portal e deixe sua opiniao sobre as novidades da CH On-line.
Nosso portal tem a missão de ampliar o público atingido pelas publicações do ICH e se tornar uma referência para leitores em busca de informações sobre ciência na internet. O objetivo vem sendo cumprido com sucesso: em novembro de 2009, quando estreou a nova versão do portal, a CH On-line tinha em média cerca de 1 milhão de páginas acessadas por mês.

http://cienciahoje.uol.com.br/

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência

A SBPC Jovem é destinada a crianças e jovens alunos do ensino básico
(fundamental, médio e técnico) das escolas públicas e privadas, e aos seus familiares e amigos.
A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência é uma instituição que visa à divulgação e o incentivo em todas as áreas da Ciência e pesquisa no Brasil, tendo em sua revista mensal - Ciência Hoje - sua porta mais direta com os membros e estudiosos da área e população em geral. As reuniões anuais, sempre ocorrem em estados diferentes do Brasil, dificultando assim, na maioria das vezes, que todos os interessados possam comparecer.
O SBPC e um debate anual que no qual abordam diferentes temas a cada nova edição realizada. No ano passado em 2010, o mesmo foi realizado no estado do Rio Grande do Norte abordando como tema principal Ciências do Mar: herança para o futuro, e este ano o SBPC foi realizado no estado de Goias – Goiânia, onde como tema abordado foi Cerrado: Água, Alimento e Energia. Quem esteve no evento, pode assistir palestras, participar de oficinas, participarem de debate a mesa aberta entre outros.
Quem não pode acompanhar nenhuma edição do evento, A capital do Maranhão, São Luís, será a cidade anfitriã da 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a ser realizada em julho de 2012 na Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

As inscrições para participarem do congresso serão realizadas no site abaixo. Participem e ajudem a construir um Brasil melhor.

http://www.sbpcnet.org.br/

terça-feira, 1 de novembro de 2011

ENEM - Exame Nacional do Ensino Medíocre

Afinal, pra que serve o tal ENEM? Segundo o site do MEC:

"O Ministério da Educação apresentou uma proposta de reformulação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e sua utilização como forma de seleção unificada nos processos seletivos das universidades públicas federais.

A proposta tem como principais objetivos democratizar as oportunidades de acesso às vagas federais de ensino superior, possibilitar a mobilidade acadêmica e induzir a reestruturação dos currículos do ensino médio.

As universidades possuem autonomia e poderão optar entre quatro possibilidades de utilização do novo exame como processo seletivo:


• Como fase única, com o sistema de seleção unificada, informatizado e on-line;
• Como primeira fase;
• Combinado com o vestibular da instituição;
• Como fase única para as vagas remanescentes do vestibular."

Tendo em vista a completa falta de organização e como todo o processo do ENEM parece ser feito "nas coxas", admito que fazer um teste para 4 milhões de pessoas não é tarefa das mais fáceis, não vejo como o ENEM ser utilizado como fase única para entrada na universidade pública, haja vista e sua atual falta de credibilidade. Como primeira fase do vestibular também não vejo vantagens, além da possibilidade do estudante fazer a prova em sua cidade domicílio, pois quem prestou vestibular nas universidades públicas sabe que a verdadeira seleção está na segunda fase. Ao combinar com o vestibular somando as notas do ENEM com a do exame da instituição despreza a vantagem do aluno prestar a prova em seu domicílio e prejudica os alunos que não optam por fazer a prova do ENEM. Vagas remanescentes no vestibular? Bom, conheço como segunda chamada para os alunos classificados no vestibular.

Em um país onde parece que nada da certo em escala nacional e, quanto maior o evento maior o desvio de verbas públicas, o ENEM parece ser um grande engodo. Não vejo benefícios para alunos despreparados da "péssima" escola pública com péssima estrutura social concorrerem com alunos provindos de famílias e escolas burguesas que priorizam o ensino sistemático desde a infância.

O problema não é a porta que o estudante usa para entrar na universidade e sim a bagagem que ele trás do ensino fundamental e médio. O governo devia usar a verba utilizada no ENEM e somar com toda a verba que é desviada no mar de corrupção em que vivemos para investir em formação de professores, salários melhores, investimentos em infraestrutura, etc... e deixar os vestibulares por conta das instituições, pois essas sim sabem o que precisam cobrar dos estudantes que nelas vão ingressar.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Deixem as crianças em paz!




When we grew up and went to school, there were certain teachers who would hurt the children anyway they could
by pouring their derision upon anything we did
exposing any weakness however carefully hidden by the kids.

But in the town it was well known
When they got home at night their fat and psychopathic wives
Would thrash them within inches of their lives!

We don't need no education
We don't need no thought control
No dark sarcasm in the classroom
Teachers leave them kids alone
Hey! Teacher! Leave them kids alone!
All in all it's just another brick in the wall.
All in all you're just another brick in the wall.

(A bunch of kids singing) We don't need no education
We don't need no thought control
No dark sarcasm in the classroom
Teachers leave them kids alone
Hey! Teacher! Leave us kids alone!
All in all it's just another brick in the wall.
All in all you're just another brick in the wall.

Spoken:
"Wrong, Guess again!
Wrong, Guess again!
If you don't eat yer meat, you can't have any pudding.
How can you have any pudding if you don't eat yer meat?
You! Yes, you behind the bikesheds, stand still laddie!"

We don't need no education
We don't need no thought control
No dark sarcasm in the classroom
Teachers leave them kids alone
Hey! Teacher! Leave us kids alone!
All in all it's just another brick in the wall.
All in all you're just another brick in the wall.


Quando ouço essa musica penso se é contraditório um professor se deliciar em ouvir alguem dizer "não precisamos de nenhuma educação", mas o que me chama atenção é o trecho "we don't need no tough control", em portugues "nós não precisamos de nenhum controle mental".
Essa música foi escrita por Roger Walters, baixista da banda inglesa Pink Floyd e é basicamente uma crítica ao sistema educacional de sua época. Já no inicio da música ouvimos:
"When we grew up and went to school, there were certain teachers who would hurt the children anyway they could
by pouring their derision upon anything we did
exposing any weakness however carefully hidden by the kids."

Em português:
"Quando crescemos e fomos à escola, haviam certos professores que iriam machucar as
crianças de qualquer forma que pudessem
despejando escárnio sobre tudo que fazíamos
expondo nossas fraquezas mesmo que escondida pelas crianças"

Era uma época de ensino quase ditatorial em que as crianças eram educadas à base de palmatórias, sarcasmo e sem possibilidades a opniões.
Hoje os tempos são outros. Não temos mais uma repressão esmagadora para moldar crianças à propria vontade dos adultos. A pergunta é: Evoluímos?
De certa maneira acredito que a pedagogia evoluiu em identificar e questionar esse método de ensino, mas não foi feliz em substitui-lo por um melhor. Ligue sua televisão e veja toda semana um professor agredido por um aluno. O papel se inverteu. Eu cantaria "Kids leave them teachers alone". É frequente ouvirmos alunos expressando a imagem de um professor chato que os impedem de viver sua infancia. Que não os deixam brincar, sair da sala, namorar etc.
Teriamos nós, ao mudar nossa maneira de agir na educação, criado pessoas que não conhecem seus limites?
Qual a melhor maneira de educar uma criança? deixe sua opnião.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Uma profissão de ideais

As razões que levam um recém formado do nível médio a escolher um curso de licenciatura são nobres e diversas:

- Eu gosto da aula do professor Pedro.

- Eu queria fazer engenharia de cultivo de ervilhas nos Alpes suíços (não me assustaria encontrar esse curso no próximo edital)! Mas é integral e preciso trabalhar. Licenciatura é a noite. Vai esse mesmo.

- Ponto de corte 22. Acho que dá pra passar. Preciso é de um diploma

E em alguns casos:

- Quero formar cidadãos mais preparados para as diversidades da nossa sociedade. Poder passar para frente o meu conhecimento.

Independente do motivo, acredito que pelo menos a maioria chega à sala de aula com aquela inquietação por dentro. Vontade de poder entrar em uma sala de aula e poder marcar a vida dos indivíduos ainda em formação. Fazer um mundo melhor formando pessoas melhores. E com toda essa motivação em chamas no peito o diretor do curso aparece para nos dar as boas vindas. Esperamos excitados para ouvi-lo dissertar sobre nossa ótima escolha de um curso de natureza tão nobre. E aí vêm suas palavras.

- Apesar de tudo. Vocês devem se alegrar, pois é muito bom dizer que se tem uma profissão. Vocês não serão auxiliares de serviços gerais. Serão professores. É bom poder ter ao menos esse título.

Bem. Acho que não fui o único a não ficar animado com essa declaração. Deixe passar. Tenho certeza que é só a opinião dele. Bem! O primeiro professor entra e também fala um pouco sobre o curso:

- Se animem! Ser professor não é tão ruim. Você não será rico, mas se buscar, poderá ter uma vida até agradável.

É. Obrigado pela sua sinceridade. Admiro isso. Mas essa opinião ainda não nos desanima. Estamos apenas começando e podemos ouvir muitas opiniões boas ou ruins. Com certeza, as disciplinas pedagógicas no darão uma visão melhor sobre esse maravilhoso e nobre mundo da educação. E nos deu uma visão realista. Alguns dizem que é só uma visão pessimista. Mas os que o dizem são os otimistas.

- A educação no Brasil tem tantos problemas.

Parece que são tantos que não deu pra falar sobre eles em um semestre. Afinal só se falou de problemas. Sem discussão sobre o que poderia vir a ser alguma solução.

Mas nada disso desanima, pois, afinal, a maioria ainda não viu com os próprios olhos o sistema.

Pois bem. Eu confesso que quis queimar meus olhos já no meu primeiro conselho de classe.

- Esse aluno não aprende nada. Vou apenas dar a média e ano que vem ele se acerta.

Seria meu otimismo de recém iniciado na literatura pedagógica que me fez retorcer por dentro em ver um professor (que ainda acredito ser aquela nobre profissão) dar tal tratamento não a um indivíduo, mas ao futuro de uma criança. Não culpei esse professor, pois logo após ele, outro professor corajoso se manifestou:

- Não concordo com isso. Se o aluno tem tais problemas é necessário procurar outra forma de trabalhar com ele.

Era isso que eu desejava ouvir e até mesmo ter dito. Mas a direção foi contra.

- Não seja carrasco. Ele trabalha. De a nota e deixe-o em paz.

Eu quis dizer um palavrão. Tive vontade de lamentar em voz alta pela formação desses professores. Qual o papel da escola? Qual o papel do professor? Imprimir um papel no final do ano que servirá de identificação de acesso para o mercado de trabalho?

Apenas eu consigo ver os problemas dessa realidade? Um vírus de comodidade. Desde a formação dos profissionais até sua atuação. E por fim ouvimos reclamações como “os pais não acompanham os filhos”. Nem os professores o estão fazendo. E essa é a função dos professores. Por mais que acredite que esse seria um papel importante para os pais, não acredito que seja o motivo de tantos profissionais incapacitados. Pela podridão que se vê no sistema atual os pais não têm sequer parcela considerável.

Precisamos discutir sobre o assunto. Dê sua opinião.